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sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Mellon Collie and the Infinite Sadness" em San Mamés


O que une os americanos  "The Smashing Pumpkins" de Billy Corgan  e o Sporting Clube de Portugal? Aparentemente nada. Mas a verdade é que o titulo do seu álbum de 1995, "Mellon Collie and the Infinite Sadness", pode muito bem ser usado para definir o sentimento Sportinguista após a meia-final de Bilbau. É verdade, ficamos com um grande "melão" e uma infinita tristeza! E a capa? Alguém que chegou lá muito alto, ás estrelas, mas ainda assim olha para cima com um olhar melancólico, a imaginar como seria chegar um bocadinho mais além...
Como se costuma dizer: Glória aos vencedores, honra aos vencidos! 
No final do jogo os adeptos do Athletic voltaram a cantar "Esporting, Esponting....". Dificilmente voltaremos a ouvir os Bascos gritar o nome de outra equipa no seu estádio e isso diz tudo sobre o que é o Sporting Clube de Portugal.

Dos dois discos do álbum "Mellon Collie and the Infinite Sadness", há uma música que pode definir esta Equipa e esta caminhada pela Liga Europa:


"Beautiful"




Os onze magníficos:


Os restantes magníficos:

Os magníficos recebem os magníficos:


Uma coisa é certa, esta banda de rock alternativo verde e branca continuará a dar grandes concertos onde quer que vá!



(fotos: http://www.abola.pt/)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Noite de Diego Capel - "The Flying Spanishman"



2-1

Diego Capel - "the flying spanishman"




Sou bem amado, e sonho ganhar
À final de Bucareste eu quero chegar
Ponho em campo, o coração
Os Sportinguistas, jamais me esquecerão...

Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...
Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...

Ainda agora aqui cheguei
E milhões de adeptos já conquistei

O meu destino, golos marcar
 Tenho uma liga Europa para ganhar...

Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...
Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...

Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa, voa...

Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...

Sinto-me tão leve, que não posso acreditar
Voa, voa voa...

Voa, voa, voa...



(Qualquer semelhança com a música "Voa" dos Quinta do Bill é mera coincidência!!) 

(foto: http://www.uefa.com/)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sporting 1 - 0 Benfica, Rábula do Lobo e da Girafa




O Lobo 
  • Os seus cérebros estão bastante desenvolvidos comparado com o resto dos animais, pelo que geralmente os tornam mais inteligentes. São animais predadores, pelo que o seu físico está adaptado para tal. Têm dentes fortes e afiados e poderosos músculos nas suas patas
  • A principal actividade que se leva a cabo numa matilha é a caça. As tarefas estão designadas previamente por cada indivíduo. Uma das vantagens dos lobos é a sua resistência, por isso, na altura de caçar será o seu trunfo para chegar perto da sua presa e capturá-la. 
  • A espécie dos lobos é considerada como uma super predadora. Significa que não tem competição externa de outros animais que determinem a sua população. Por isso, o seu nível de crescimento dependerá exclusivamente pela quantidade de alimento de que disponham.


A Girafa
  • As girafas dormem aproximadamente duas horas por dia e um pouco de cada vez. Elas dormem em pé e, apenas em ocasiões muito especiais, quando se sente completamente segura, se deita no chão para descansar. A girafa só se deita se estiver segura pois, caso um predador se aproxime, ela demora muito tempo para se levantar devido a seu tamanho.


Sem comentários......





(Foto cima: http://www.publico.pt/)
(Foto baixo: http://seromaradona.blogspot.com/ )

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sonho de Uma Noite de Verão (Maradona em Alvalade)

14 de Setembro de 1989 - Foi este o dia em que o fabuloso pé esquerdo de "El Pibe" pisou o "velhinho" José  Alvalade e saiu do relvado com a camisola com listas verdes vestida!
Jogava-se a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA da época 89/90 e o Nápoles  era o "dono da Taça" depois de vencer o Estugarda na final e de ter vencido equipas como o Bordéus, Juventus e Bayern Munique até lá chegar. 
Como quase sempre, havia polémica em volta do craque. Naquele inicio de época o motivo foi o jogador ter ficado "retido" no país do Tango e as férias terem durado mais tempo do que o previsto. Já se falava até numa possível saída para o Tottenham.
Como não podia deixar de ser, a chegada do Campeão do Mundo à Portela foi uma loucura e mais uma oportunidade de ver uma "jogada" ao melhor estilo do então Presidente do Sporting, Sousa Cintra, que foi esperar o Argentino ao aeroporto (como se ele soubesse que era aquele personagem!). Reparem na felicidade quase infantil do senhor ao lado de um Maradona que tinha chegado à tão pouco tempo de férias que ainda trazia a camisa "havaiana".


Com o Presidente da República, Mário Soares, e o Primeiro Ministro, Cavaco Silva, na Tribuna (Será que até eles queriam ser o Maradona?), este jogo foi tudo menos normal.
Completamente fora de forma, Maradona iniciou o jogo sentado no banco! Entrou apenas aos 69 minutos com o "16" nas costas e para o lugar do "10" daquele dia, um tal de Massimo Mauro.
Vale a pena ver a reportagem de Manolo Bello do "antes, durante e depois" do jogo (tão diferente das de  hoje, não é?) e em que se faziam entrevistas em qualquer altura do jogo e a qualquer interveniente, não foram sequer esquecidas as Cheerleaders e até a um Jorge Coroado com "funções administrativas"!



Mas a grande questão que "surge" ao ver a foto do dono da "mano de Dios" equipado à Sporting é obviamente:
Quem foi o sortudo que ficou com a mágica azzurra, neste caso "16", da S.S.C. Napoli?
A resposta é: Carlos Xavier.
Muito bem entregue, digo eu, porque também ele era um grande criativo, apesar de o terem absurdamente encostado muitas vezes na lateral-direita. Mas ele era tão bom que até ai se saía bem!
Ah! é verdade, o jogo acabou zero-zero. Na 2ª mão também. Foi a penaltis e aí o Sporting foi eliminado. Mas o inesquecível Tomislav Ivkovic defendeu o penalti do Maradona e ai nasceu uma grande rivalidade que acabaria com outro penalti defendido num Jugoslávia-Argentina do Mundial de Itália 90 (mas essa, é outra história!).

O que eu sei é que naquele 14 de Setembro de 1989.... Eu Queria ser o Carlos Xavier e ficar com a "16" do Maradona!!


sexta-feira, 16 de março de 2012

O Sporting só sabe ganhar yo.....

Matias sabe marcar yo                                                
Ricky sabe marcar yo
Sá Pinto sabe treinar yo
A claque sabe apoiar yei (2x)
















I
No Ettihad ponto de encontro
O Marat está concentrado
O Capel está acelerado
O Patrício está agigantado
Não há espiga
A festa é até ao fim do jogo
Matias em nova arrancada
À procura da última machadada
Todos nos prometem uma festa brindada
O nosso melhor empenho, o leão a brilhar
O Balotelli e o Mancini não sabem o que vão encontrar
Onze gajos grandes jogadores
Onze gajos sem concretos sem temores
Nós só queremos é diversão
Queremos é ganhar
Ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, ninguém está preocupado
É pura ilusão que em Inglaterra é diferente
Na bancada da nossa gente
Temos um grand'ambiente
Os gajos do estrangeiro
Apanham no ar
Podemos rebentar, só te pedimos p'ra ganhar, p'ra ganhar yoooo

Matias sabe marcar yo
Ricky sabe marcar yo
Sá Pinto sabe treinar yo
A claque sabe apoiar yei (2x)

II
O City marca
Como te sentes
Um bocado atrofiado por ali, por ali
Tou disposto a sofrer
Tou disposto a tremer
Tu que conheces o Sporting e sabes
Que eu nós vamos ganhar
Liga Europa na desbunda
Eliminados pelo City?
Nãaaaaaaa
Já estamos nos Quartos?
Simmmmm
É tempo de curtir
Mas não me faltam postos para partir p'ra desbunda
Sexta, Sábado, Domingo e Segunda,
Se me quiseres encontrar
Vai a Alvalade procurar
Mas deprimido não vou estar
Porque eu só sei ganhar,
Porque eu só sei ganhar,

Matias sabe marcar yo
Ricky sabe marcar yo
Sá Pinto sabe treinar yo
A claque sabe cantar yei (2x)

É sempre a dar
É sempre a dar
É sempre a dar yo
A desbundar
A desbundar
A desbundar yo
É a partir
É a partir
É a partir yo
Até cair
Até cair
Até cair yeeeiiiiii (2x)

III
A temperatura a aumentar
Eu não aguento
Eu não aguento
Eu não aguento
Se o jogo não acaba
Eu arrebento
Tu podes brincar com o que quiseres, eu não me importo
Marcas mais um golo Balotelli e és um homem morto
É sempre a dar
É sempre a dar
É sempre a dar
Agora quero saber se estão a gostar
Se estão dispostos a isso
Quero ver as mãos no ar yeeeeeeeeeeiiii
Mas nós só sabemos ganhar
Mas nós só queremos ver o Sporting passar

O Sporting é o nosso grande amor yo
O Sporting é a nossa fé yo
O Sporting só sabe ganhar yei (2x)

(Qualquer semelhança com a música "Não sabe nadar" dos Black Company é mera coincidência!!)

terça-feira, 13 de março de 2012

Venham mais cinco...


Merelinense Futebol Clube 1-5 Grupo Desportivo de Chaves



















Sporting Clube de Portugal 5-0 Vitória Sport Clube (Guimarães)
































Venham mais cinco.....




Há fins-de-semana assim....


(Fotos do Chaves "desviadas" no Grupo do Facebook "Aconteça o que acontecer, sou do Chaves (GDC) até morrer!!!")
(Fotos do Sporting "desviadas" no Estádio de Alvalade) 




sexta-feira, 9 de março de 2012

É Sexta-Feira (Um golo bom, bom, bom)



Onde vou arranjar dinheiro para ganhar a esta equipa?

Não tenho condições nem pa arranjar jogadores com todos os tendões

Eles têm um Xeque árabe que lhes deu 300 milhões

Pois nós temos garra e dedicação, esforço e muitas devoções

Basta ser honesto e eu aceito propostas

Maquem mas é golos virados de costas

Hoje é quinta-feira e o Xandão vai já tratar disso



É sexta-feira,

O Sporting ganhou aquela equipa muito rica estrangeira

Com um golo de calcanhar do central Xandão

Um golo

Bom Bom Bom Bom…

E os Dzekos já sabem quem ele é,

Já, Já, Já…




(Qualquer semelhança com a música Sexta Feira (Emprego bom já) de Boss AC é mera coincidência!!)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Era uma Vez...


















Era uma vez quando o Chaves jogava com o Sporting na "Primeira"...

Era uma vez quando as equipas eram realmente portuguesas...

Era uma vez quando não havia publicidade nas nossas camisolas...

Era uma vez quando os estádios se enchiam ao Domingo à tarde...

Era uma vez quando havia amor à camisola...

Era uma vez quando eu tinha a minha "cadeira de sonho" a ver o emblema da Ponte Romana a jogar com o do Leão...

Era uma vez quando jogavam onze contra onze e no final ganhava o futebol...

Era uma vez quando não sabíamos o que eram SAD's nem VMOC's....

Era uma vez quando os Capitães eram adeptos e símbolos dos seus clubes...

Era uma vez António Borges e Manuel Fernandes.....

Era uma vez....

(Foto "desviada" no Grupo do Facebook "Aconteça o que acontecer, sou do Chaves (GDC) até morrer!!!")

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Dias de Tempestade

Sexta-feira, 20 de Dezembro de 1996. Chaves.
Olho para as paisagens desenhadas nos painéis de azulejos da estação sem realmente as ver. Levanto a cabeça na direcção do enorme relógio que emerge da parede. Posso jurar que o ponteiro mais comprido devora os minutos mais depressa do que é costume. Não vou chegar a tempo. Por fim a voz do costume, "...senhores passageiros, vai dar entrada na linha número um, o comboio regional com destino a Porto-Campanhã...". Ponho a mochila ás costas e salto para dentro da carruagem. O comboio insiste em parar em infinitas estações e apeadeiros com pouca pressa em chegar ao destino. Campanhã. Troco de "diligência" até São Bento. Corro pela Rua Sá da Bandeira,  para não perder o autocarro, desta vez sem reparar na fachada que diz que o melhor café é o d'A Brasileira. Chego a Chaves. Sou recebido por uma chuva miudinha. A imponência do Castelo obriga-me a olhar de relance para ele. Atravesso a Cidade. Paro em casa para "despejar" a mochila. Sai-me apenas um "tudo bem? vou ver o jogo". Como resposta ouço um "vais assim....não comes nada?". Agarro qualquer coisa para comer e já estou a sair. Ainda me chega aos ouvidos um "Olha que está a chover! leva o guarda-chuva". Não levo. Avisto a  parede de pedra do estádio e ganho fôlego para continuar em passo de corrida. A chuva ganha mais força. Uma cara atrás de uma abertura com rede metálica diz-me o preço dos bilhetes. Topo Sul é o mais barato. Contorno o estádio já com a roupa encharcada colada ao corpo. O jogo já começou. Devo ter perdido dez ou quinze minutos. Encosto-me á parede na esperança de que assim a chuva se esqueça de mim. Devia ter trazido o guarda-chuva. Alguém me oferece abrigo debaixo do seu. Aceito. Como se ainda valesse a pena. No relvado, uma batalha. Onze guerreiros de azul-grená, onde se inclui um armada espanhola, combatem um exército de onze verdibrancos. O dilúvio e o frio do inverno transmontano que os castiga transformam o jogo numa batalha épica. Não há golos. Minuto setenta e seis. Junto à linha de meio-campo, levanta-se a placa "7". Ricardo, de leão ao peito, abandona o campo pelo lado oposto, directamente para a "cabine" dos visitantes. "Gooolooooo". Parte do estádio levanta-se eufórico. Á minha frente, da entrada para os balneários, em voo, punho no ar, como se de uma figura de banda desenhada da japonesa Manga se tratasse, emerge novamente Ricardo. Rebelde, visceral, excessivo. Em frente, a claque azul-grená, incendiada pela provocação. Ricardo continua. Dentes cerrados, agora com os pés fincados no chão, joelhos flectidos e os dois punhos para a frente, apertados. É o que mais festeja. Como se a sua vida dependesse daquela bola ter entrado na baliza. Não há dúvida que tem coração de leão. Dirijo a atenção novamente para a relva. O árbitro gesticula. O golo não vale, é anulado. A claque flaviense tem a sua vingança, esta servida ainda a quente. A rede que separa aquela fúria transmontana do relvado abana com a força dos braços revoltados, com a raiva dos protestos contra o jogador. Ricardo desaparece novamente no túnel. A "batalha" termina. Zero a Zero.

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012. Varsóvia.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Meu Pé Esquerdo

Entro no carro, ligo o rádio, "....notícia do dia.....Domingos Paciência já não é treinador do Sporting! Para o seu lugar é promovido, o até agora treinador dos juniores, Ricardo Sá Pinto...."
Um sopro,....lá vamos nós outra vez, penso eu, adivinhando a "balbúrdia" que se avizinha, e sem saber se ficar triste ou contente......


No início da década de 90, eu arriscava-me a ser desses poucos portugueses, mesmo os que não ligam "à bola", que não torcem por nenhum dos três grandes. Os anos de ouro do Desportivo de Chaves não tinham deixado espaço para mais. Nem a influência familiar vermelha, nem o recente calcanhar de Madjer me tinham atraído para a "causa".
Do Sporting, sentia admiração por uns adeptos que se mantinham fiéis e enchiam o estádio apesar de não ganharem o campeonato há muitos anos.
Enquanto o mundo prestava mais atenção a uma estrela búlgara em ascensão, Hristo Stoichkov, que tinha chegado a Barcelona para fazer história no Dream-Team de Johan Cruyff, chegava a Alvalade, silenciosamente, vindo do mesmo país , um jogador com o nome de Krassimir Guenchev Balakov, de 24 anos.
Mas depois de Radi, eu já sabia o que podia valer um búlgaro chegado de forma quase anónima e este, esquerdino, cabelo encaracolado e com o "10" nas costas, fazia-me lembrar alguém!
Não me enganei, e por "culpa" dele, de camisola verdibranca da UMBRO com os dizeres "bonança" vestida comecei a prestar atenção aos jogos do clube com o escudo do Leão.
Os livres directos, os penaltis à Panenka, as arrancadas desde o meio campo à Maradona. Golos de pé esquerdo, pé direito, de dentro e de fora da área, passes, assistências e tabelinhas. Um verdadeiro compêndio do futebolista total!
Espero até que a memória me atraiçoe e não tenha sido mesmo ele a marcar de canto directo ao meu Desportivo.