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| Versão 1995/96 |
Quem acompanha o futebol de forma mais próxima, sabe que normalmente primeiro aparece o amor pelo nosso clube, depois vamos acumulando Mundiais, Europeus, Competições da UEFA, descobrimos a Copa América, a Libertadores e os diferentes Campeonatos Nacionais e é impossível, pelas mais diferentes razões, não ganhar afeição por clubes e selecções que aparentemente nada teriam a ver connosco. Quantos adeptos portugueses ganhou a Fiorentina quando lá chegou Rui Costa? Pela proximidade geográfica quantos transmontanos não se apaixonaram pela magnifica epopeia do Corunha nos tempos do SuperDepor? Quem era do Chelsea antes da era Mourinho? Alguém saberia as cores do Southampton se não tivesse por lá passado o mítico Matt Le Tissier. Quem não se lembra também de quando a Selecção só ia a uma competição internacional a cada duas décadas (66, 84 e 96) e muitos portugueses torciam pelo Brasil por ser o "país irmão". É óbvio que a onda Maradona trouxe para a selecção Argentina, o Boca Juniors e o Nápoles fãs para toda a vida! E quantos não continuam carinhosamente a acompanhar os resultados de um clube do meio da tabela da Bélgica ou Escócia porque aquela paixão de verão estrangeira de à muitos anos lhes deixou essa herança?
